Sabia que….

 

***     Sabia que…     ***

 

  • Jitter! o que é isto?

O Jitter é um buffer de armazenamento temporário usado para capturar pacotes de entrada. Ele é usado em redes baseadas em pacotes para garantir a continuidade dos fluxos, no caso, de áudio, tratando os pacotes recebidos, reordenando-os e corrigindo-os, caso haja deteoração dos mesmos.
O aumento do Jitter embora melhore significativamente a recepção provoca um delay entre o emitente e o receptor não devendo os valores ultrapassar os estabelecidos por defeito (que é de 360ms).

 

  • Existem TG’s de informação, são eles:

268900 – Serviço Horário, comunicação da hora actual.

268990 – Informação do ID que estão a usar, seja hotspot (não faz sentido) seja um repetidor que não sabem qual.

268991 – Informação dos TG’s estáticos no hotspot/repetidor que estiverem a usar.

Alguns deles poderão não trabalhar se a língua for Inglês, devem mudar no Selfcare para Português.

 

  • O chamado “Local” pode ter várias interpretações e usos, assim temos:

TG2 – Local/Cluster = Quer dizer que fala localmente e permite que externamente possa ser contactado usando o TG cluster agregado ao repetidor, em Portugal usamos o mesmo número que o ID do repetidor.

TG 8 – Regional = Tal como o nome diz, é um TG externo comum a um grupo de repetidores ou região e que pode ser acedido externamente, resultando em que irá sair nesse grupo de repetidores.

TG 9 – Local/Reflector = Só permite o contacto dentro do repetidor e da sua área de cobertura. Permite também a ligação a reflectores (esta situação terminará em breve). No repetidor será sempre “Local” abrangendo a sua cobertura.

 

F.A.Q.

  • “Se pretender ligar a um TG para escuta, por exemplo no Brasil, usando um determinado repetidor, vou estar a ocupar o slot desse repetidor com essa ligação?”

Sim, o uso será o slot2, mas esse repetidor ficará com esse slot ocupado pela ligação. Deve verificar se o slot se encontra disponível ou se não estará a perturbar o QSO/escuta de alguém.

 

  • “Relativamente ao ponto anterior é de evitar fazê-lo ?”

Não em absoluto, tendo confirmado que o slot desse repetidor está vago poderá usá-lo livremente.

 

  • “Ainda relativamente a fazer escuta a um TG nesse repetidor, posso fazê-lo em qualquer TG que tenha selecionado no equipamento e pertencente a esse repetidor?”

Claro, qualquer repetidor nacional aceita os TG’s mundiais de rede, há algumas excepções, mas referem-se sempre a um TG em específico. O uso de TG’s num repetidor é da responsabilidade do gestor do mesmo. Em caso de dúvida deve consultar o gestor do repetidor que pretende usar.

 

  • “Para desligar de um TG devo usar o ID de grupo 4000? Se não o fizer qual o inconveniente disso?”

Por uma questão de respeito para com os outros utilizadores deverá faze-lo, isto porque se um outro utilizador necessitar do repetidor para outro TG poderá ser interferido pelo TG que foi subscrito por si. Este será o inconveniente.

 

  • “Nos Hotspot deve ser possivel escutar mais do que um TG, claro que sendo dinamicos apenas vão dar os 10minutos, estou certo?”

Não, os hotspots usam uma filosofia difirente, enquanto uma subscrição (patilhada) num repetidor tem uma validade de 10 minutos, num hotspot ela é estática, até que volte a escolher outro TG, ou envie o 4000 de grupo.

 

  • “Nos TG dinamicos, os 10minutos contam somente quando não existe atividade, ou seja, passados 5 minutos, se alguem falar o contador recomeça com 10 minutos novos ou é tempo consecutivo desde que se aciona o TG ?”

Correcto, se esse alguém que falar estiver no mesmo repetidor, a subscrição do TG é por dispositivo e não por utilizador, portanto se o dispositivo, repetidor, tinha uma subscrição ela será reiniciada se alguém a usar. Não sendo usada ao fim de 10 minutos é removida.

 

  • “Existe algum tempo definido de transmissão, tal como existe nos repetidores analógicos?”
    Sim, todos os sistemas digitais tem um tempo de “on air” de 3 minutos no máximo. deve ter o seu equipamento configurado com um TOT de 3 min e um pré-alarme de 3 seg (isto nos equipamentos com essa possibilidade)

 

  • Como é que o DMR é diferente do DSTAR?
    O DMR é um padrão ETSI com vários fornecedores, o modo de emissão é TDMA com 2 canais de voz/dados numa mesma frequência, é mais eficiente na gestão do espectro, menor custo de infraestruturas e estas são menos complicadas. O DMR usa um vocoder de última geração, mais recente do que o utilizado no DSTAR. Os rádios DMR são actualizáveis por firmware, por isso o desempenho e as características dos rádios estão em constante evolução.

 

  • Não posso fazer a mesma coisa com o Echolink ou o IRLP?
    Não. Estes últimos interligam-se com base em redes analógicas, sendo que o protocolo usado é o VOiP (voz sobre IP)

 

  • Isto é apenas uma tecnologia da Motorola aplicada para rádio amadores?
    Não, existem múltiplos fabricantes: Motorola, Vertex, Kirisun, Tait, Hytera, Harris, Simoco e outros, por sinal a Motorola usa algo semelhante mas não é DMR, o protocolo da Motorola é MotoTRBO.

 

  • Será que estes repetidores irão interferir com os actuais repetidores analógicos?
    O DMR utiliza uma largura de banda de 7,6 kHz. O espaçamento normal em UHF é de 25KHz, em VHF é de 12,5KHz o que não é previsível haver interferências por parte de equipamentos DMR.

 

  • O DMR suporta a operação em modo analógico?
    Sim, no entanto para estar ligado na rede internacional e devido às regras definidas na mesma, não pode ter o modo analógico habilitado.

 

  • Onde posso comprar este material e quanto custa?
    Nos representantes das marcas. Neste momento só podemos contar com a nossa experiência pessoal e para a Hytera temos a TecRadio em Portugal, com preços para radioamadores.

 

  • Onde posso obter os cabos de programação e software CPS, e por que é que não posso programar a partir do painel frontal?
    Todo o material, software e cabos de programação podem ser adquiridos nos representantes das marcas, no entanto é possível fabricar alguns deles ou mesmo adquiri-los em mercados paralelos, como por exemplo: “aliexpress.com”. O software terá que ser sempre no representante, no caso do Motorola tem que ser adquirido. Para além da complexidade na configuração em relação a um rádio analógico, como o objetivo inicial do DMR seria o mercado profissional, as regras indicam que os rádios não podem ter teclado frontal e/ou não podem ser programados por essa via. Por isso é que só permite a programação através do software. Isto já não se aplica a equipamentos surgidos em 2018 já vocacionados para o mercado amador, no entanto a complexidade de programação tornam a configuração quase impossível.

 

  • Com tantos modos digitais concorrentes, qual é o certo para o mundo do radio amador?”
    Se as normas fossem aplicadas por vários fabricantes, permitiria uma maior escolha e uma redução do custo ao consumidor final. Neste momento, cada um terá de avaliar qual o modo mais vantajoso para a sua utilização e posição geográfica. Recomendamos o Anytone D878UV.

 

  • Se o DMR é assim tão bom, por que não estão a Kenwood, Yaesu e Icom na corrida?
    Algumas marcas já estão a querer acompanhar a evolução. A Yaesu lançou um rádio TDMA no seu site (VXD 720). A Kenwood também conta com alguns modelos de portáteis e de repetidores. Existem ainda mais fabricantes do que os declarados acima. A ICOM tem o seu próprio sistema digital profissional que poderá ser interligado por bridge à rede DMR.

 

  • Posso selecionar grupos ou refletores específicos com o DMR?
    Sim, o DMR tem capacidade de se ligar a Grupos de Conversação (TG) e esses grupos podem ser locais, regionais, nacionais ou mundiais, para isso utiliza-se ligações a cBridges e SmartPTT. O BrandMeister, permite que estas ligações sejam feitas em modo de utilizador permitindo, por exemplo, a ligação a um utilizador em outro país e repetidor como acontece com o DSTAR, mas com as vantagens do sistema DMR.

 

  • Posso ligar o meu repetidor Vertex DMR na rede BrandMeister?
    Não, os repetidores Vertex não suportam IP Site Connect.

 

  • Quantos Grupos de conversação / ou Canais posso ter num rádio DMR?
    Regra geral, podem ser programados nos rádios até 1.000 contactos, neles incluem-se os TG’s e os contactos de utilizadores (como a nossa lista de endereços do telemovel).

 

  • Por que o visor do rádio não mostra todos os indicativos das estações?
    A rede DMR é uma rede numérica, os radios recebem esses números, que é em tudo semelhante ao número de um contacto numa lista de contactos de um telemóvel, denominado DMR ID. Os indicativos comuns podem ser carregados na sua lista de contactos e assim identificar o utilizador pelo indicativo. Por exemplo: na lista de contactos inserimos 2683001 (DMR ID) e no nome a atribuir a este número CT1HDC. O que irá acontecer ao recebermos uma emissão feita pelo seu equipamento é que vai ser mostrado no ecrã alternadamente CT1HDC ou 2683001.

 

  • Porque preciso de obter um DMR ID?
    Os DMR ID’s são como o número atribuído ao seu telefone. Precisa de programa-lo no seu rádio para poder ser reconhecido na rede antes de emitir através desta.

 

  • O que faço para obter o meu ID#?
    Pode obtê-lo aqui. Selecione a linha “Register services for an individual callsign (não repeater!).” e preencha os demais requisitos. Tenha preparada uma cópia (imagem) da sua licença de radioamador.

 

  • “O alcance do DMR é igual ou melhor do que o analógico?
    Em termos de cobertura será igual ou melhor com o DMR em comparação com um sistema analógico, no mesmo local e com a mesma antena, mas certamente com áudio de melhor qualidade.

 

  • É realmente verdade que a carga da bateria tem uma maior longevidade com o DMR?
    Sim, a autonomia da bateria é aumentada em cerca de 40% em relação a um rádio analógico de FM com a mesma potência de emissão. Isto é devido ao TDMA, a transmissão e receção ocorrem em metade dos ciclos normais do uso de energia. Quatorze (14) a dezasseis (16) horas de uso intenso não são invulgares de obter num equipamento DMR.

 

  • Tem o DMR o famigerado R2D2 em áreas de má cobertura?
    O desvanecimento do sinal DMR
    é minimizado usando CRC, algoritmos FEC e a re-sincronização de tempo é mais rápida depois de deixar a cobertura. A qualidade do áudio é muito melhor. Se a emissão for sob um repetidor, então aí é impossível de acontecer, porque o utilizador ao perder o contacto com o repetidor deixa de conseguir emitir.

 

  • Pretendo colaborar com o projeto DMR Portugal, que posso fazer?
    Entra em contacto com ct1jib(at)gmail.com ou team.dmr.pt[at]gmail.com, explicando o pretendido. Também o pode fazer através do Twitter em @dmr_pt.
    Se é um distribuidor de equipamentos e/ou repetidores DMR e quer fazer parte do projeto? Entre em contacto para um possível acordo de parceria.
    Se estiver interessado neste projeto para a sua região, entre em contacto pelo email acima mencionado, iremos ajuda-lo na aquisição e configuração do novo sistema.

Comments are closed.