APRS via DMR – Funcionalidade acrescida

 

Como já existe um conjunto interessante de utilizadores de equipamentos com GPS em DMR e que estão a enviar os seus dados para a rede de APRS, achou-se que seria interessante poder tornar mais versátil o serviço.

 

Nas configurações actuais, é utilizado o endereço 268999, que é comum ao “Registration/Messaging/Telemetry/Location Service”, na rede APRS não existe indicação de qual a porta de entrada (gateway/repetidor), ficando unicamente a indicação do servidor “CQ0DMR-10”. Por outro lado é tido em conta a configuração existente no portal do BrandMeister (SelfCare) para o Indicativo/SSID (-7,-9 por exemplo):

 

 

 

2017-05-11 12_13_01-SelfCare _ BrandMeister

 

Ficando a rota do pacote como:

 

 

2017-05-11 11_51_34-Pacotes originais de CT1FHV-9 – Google Maps APRS

 

 

Nova função

 

Para que fosse possível “perceber” na rede APRS qual a porta de entrada foram criados novos endereços:

 

2017-05-11 12_01_55-Sem título - Bloco de notas

Normalmente serão usados o 268967 (Portátil) e 268969 (Carro).

 

Assim iremos ter a indicação da gateway/repetidor de entrada de uma forma clara, no caso a entrada via repetidor de Coimbra – CQ0DCO:

 

2017-05-11 12_04_46-Pacotes originais de CT2JAY-7 – Google Maps APRS

 

Com esta função, é eliminada a limitação que existia, de para o mesmo ID no DMR usar o mesmo “boneco” e Indicativo/SSID podendo por exemplo:

 

Usar sempre o mesmo ID de DMR em portátil e móvel, variando o endereço para onde é enviada a localização:

Portátil: enviar para 268967

Móvel: enviar para 268969

 

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Desmistificando o uso do DMR

 

Vamos primeiro entender dois termos:

 

  • Grupos de conversação estáticos
  • Grupos de conversação dinâmicos

 

Grupos de conversação são uma tradução do inglês “Talk Group” e assim surgiu a sigla TG.

 

Os TG’s estáticos são aqueles que estão definidos pelo “keeper” (gestor do repetidor) e estão sempre activos não sendo necessário realizar nenhuma função para escutar o tráfego que surja nele.

Os TG’s dinâmicos são todos os TG’s existentes na rede BrandMeister, actualmente registados e reconhecidos (489), a que se podem adicionar ainda aqueles produzidos pelos sysop’s dos países, mas que só os utilizadores do país tem conhecimento da sua existência. Portugal encontra-se neste grupo, pois internacionalmente só estão identificados os grupos regionais e os TG’s de ligação a alguns dos links aos reflectores Dextra – DSTAR. A seu tempo e depois de ser definida a estrutura da rede nacional haverá uma informação aos TG’s identificados.

 

 

COMO VOU USAR UM E OUTRO

 

No caso do repetidor acedido ter TG’s estáticos, bastará ter um canal configurado com esse TG e falar, ele estará sempre disponível mesmo que outro colega noutro local aceda a um outro grupo também ele configurado nesse repetidor, vou dar como exemplo um repetidor que tenha como estáticos no slot1 os seguintes: TG’s, 268 (Nacional) 2682 (Zona – Centro), estando eu a falar no nacional e se acaso algum colega noutra região do país usar o 2682 pela lógica deveria de ser audível no repetidor onde me encontro, acontece que o repetidor tem um tempo de proteção de 60 segundos, durante esse período não pode mudar de TG, portanto se a comunicação era no 268, ele não irá aceitar a comunicação que está na entrada e que vem para 2682.

 

Esta proteção existe tanto para a utilização de “estáticos” como de “dinâmicos”.

 

E se o repetidor não contiver na sua configuração um TG que pretendo usar? Por exemplo 20812, posso? – claro, deve ter o conhecimento de onde o pode fazer, existem várias configurações nos repetidores, que como explicado acima, são da responsabilidade do gestor do repetidor, por norma podem contactar o gestor procurando no site BrandMeister pelo repetidor em si, a forma de o fazer será inserindo no seu browser o seguinte endereço: https://brandmeister.network/index.php?page=repeater&id=<ID do repetidor>, isto dará toda a informação que necessitamos, quais os grupos presentes nos slots bem como se tem cluster e qual o TG externo, dá também a informação de quem é o gestor do repetidor e premindo sobre o mesmo a informação de contacto. Evitem utilizar para as vossas chamadas de dinâmicos para outros locais que não o país, slots que estejam ocupadas ou pelo sistema cluster identificado pela cor Verde ou reflectores, identificados no espaço destinado a tal. Pode ver-se na imagem anexa essa informação.

 

2017-05-09_141759

 

Na análise à imagem podemos verificar que o sysop é o CT2CVW, as frequências do repetidor, os TG’s empregues, os que tem “cadeado” identificam os estáticos e os que tem um relógio identificam que é um TG com dia e hora de início/fim, basta colocar o ponteiro do rato em cima para identificar quando.

 

2017-05-09_142727

 

Respeitando o slot que eventualmente tenha um reflector ou cluster, de resto o uso é livre, qualquer dúvida surgida com respeito ao modo de operar o repetidor em questão deve ser colocada ao gestor do mesmo, através da frequência ou na impossibilidade de contacto, através de email dirigido ao colega.

O modo de operação “a pedido” ou como o termo inglês indica “on demand” obriga a pelo menos fazer a transmissão no TG que pretendemos “subscrever”, no entanto precisamos de o ouvir. Os nossos equipamentos permitem por um curto período de tempo (1 a 5 seg) capturar o TG de resposta, podemos no entanto,  e se o uso for justificado, criar um RX List com esse mesmo TG, permitindo assim escutarmos sempre que o mesmo esteja subscrito.

 

AVISOS

 

Embora os sistemas digitais se baseiem em internet e o BM (abreviatura de BrandMeister) tenha a possibilidade de através de um site publico ouvir a nossa comunicação, evitem-no, o delay da comunicação mais os possíveis erros pelo lado do site e até mesmo do utilizador levam a que por vezes se lavre em erro por aquilo que pensamos estar a ouvir ou que os outros estejam a ouvir. Evitem também situações como as que já presenciei, de estarem a falar num TG nacional e estarem a ouvir-se num repetidor ligado num reflector, os reflectores não pertencem ao sistema BM e não há garantias de fiabilidade, isso gera dúvidas, questões e trabalho em toda a rede quando às vezes o erro está em quem o iniciou.

 

Por último termino com uma informação: a DV4mini que até hoje tem servido e espero continue a servir tem algumas limitações, sendo um dispositivo Tier I não suporta dados, não aceita SMS, não aceita GPS, não aceita chamadas privadas, mas trabalha bem nos chamados grupos de conversação directos. Os clusters são grupos de conversação mas a sua configuração obriga ao suporte de dados para tradução da ligação, isto quer dizer que as DV4mini não funcionam correctamente nos TG’s dos clusters. Fica talvez ditado o fim de vida destes dispositivos, ou não, porque são úteis nos demais modos e continuam a operar, com a exclusão, de momento, nos clusters.

 

 


Nova funcionalidade – Clusters

 

Após mais uns testes e que finalmente houve sucesso, estamos em condições de apresentar uma nova solução, que servirá para resolver problemas que surgiram nos refletores, e que por outro lado, inviabilizam a utilização dos repetidores em modo local.

 

 

A solução passa por criar Grupos de Conversação (TG) por cada repetidor, permitindo a chamada direta a um repetidor.

 
Em cada repetidor, por opção do keeper/sysop do repetidor será possível passarmos a ter TG9 – Local e TG8 – Regional (mapeado para o TG _id_do_repetidor ou outro a pedido).
Com este mapeamento poderá ser feita a chamada a partir dos hotspots, bem como de outros repetidores.

 
Poderá ser feita uma alteração nas programações dos rádios (codeplugs), para que se esteja sempre atento à conversação “local” e “regional”, que passa por ter uma “RX list” com o TG9 e TG8.

 

 

 

Exemplo: CQ0DCO (Coimbra – 268202)

 

Se alguém chamar o TG268202 é feito o reencaminhamento para o repetidor na slot2 – TG8

 

Do lado do repetidor para responder basta responder para TG8.

 

É feito o reencaminhamento para TG268202 podendo ser ouvido onde se encontrar subscrito.

 

 

NOTA: No Hoseline não devem selecionar o TG8, mas sim o TG respetivo, pois dessa forma irão escutar TODOS os clusters mundialmente.

 

 

Lista dos Clusters atualmente criados, disponíveis para configuração por parte dos keepers/sysops de cada repetidor.

 

 

 


 

DMR Brandmeister Nets

 

Na sequência do famoso “DMR Worldwide Net” que acontece no TG 91, todos os sábados pelas 16.00 UTC, surgiram outras “Nets” quase todas pelos Estados Unidos.

 

Faz aproximadamente dois meses que surgiu a “DMR European Net” no TG 92, todas as quartas-feiras pelas 20.00 CET, 18.00 UTC, 19H em Portugal no horário de verão (18H no horário de Inverno).

 

O objetivo desta rede (“Net”) é o teste de conectividade dos repetidores DMR na Europa.

 

Como tráfego será considerado anúncios, notícias, comentários, perguntas e respostas.

Um exemplo de como fazer o check-in?

Exemplo de check-in: indicativo (use o alfabeto fonético, evite duplicação), nome, localização, (Com tráfego/sem tráfego – Traffic/No traffic)

 

A organização dos check-in segue a seguinte ordem (não chame quando não for a sua vez):

A Europa do norte – Noruega, Dinamarca, Escandinávia, Suécia, Finlândia

Reino Unido, Inglaterra, Irlanda, Escócia,

A Europa ocidental – França, países baixos, Bélgica, Luxemburgo

Europa central – Alemanha, Suíça, Áustria

O Leste da Europa – República Checa, Roménia

O Sul da Europa – Itália, Grécia, Malta, Sardenha, Portugal, Espanha.

 

No final é feita uma última chamada para os que não chegaram a tempo, ou conseguiram fazer o check-in na altura devida.

 

Após o fim da “Net” poderá ser consultada a lista de todos os indicativos no grupo do Facebook “Brandmeister TG92 Europe

 

 

Motorola SL4000 audio em português

sl4000

 

A colaboração efetuada pelo colega Vitor Oliveira – CT1AFS deu origem a este ótimo trabalho. A possibilidade de activar em todos os perfis possíveis dados pelo equipamento, o ter a informação audível na nossa língua. Assim em vez do “One” ao se aceder ao canal 1 poderemos ter “Local” com uma bonita voz feminina. Ao descompactarem o ficheiro zip que está localizado neste na sessão Software irão ver que os ficheiros tem o nome necessário para o sistema os entender, só terão que renomear o nome do ficheiro se acaso o vosso canal um não for o Local ou outro qualquer.

 


 

BlueDV – Falha no hardware

BlueStack

Um dos dispositivos mais usados hoje em dia é a DV-Mega BlueDV, este pequeno dispositivo permite a ligação da placa DV-Mega a um PC ou Android e com ele controlar o acesso a reflectores ou grupos de conversação.

Já vários colegas reportaram problemas com este dispositivo, dificuldade em se ligarem e o mais casual, ouvirem as comunicações mas ao emitir não serem escutados. Um desses colegas após receber o seu equipamento, tratou de imediato a montagem e a ligação, isto seriam umas 18H, após muitas tentativas/falha e estando quase a desesperar conseguiu o contacto com um outro colega que lhe chamou a atenção para a possível falha. Deixo aqui o contributo do colega Eduardo – CT1DQV bem como fotos que demonstram o problema e a solução.


    20170316_113915 20170316_114055 20170316_113954 20170316_114023

 

Na primeira foto vê-se a solução montada e a separação da placa emissora/PIC, nota-se que os pinos do CI são compridos e que podem bater no botão ON/OFF da placa BlueDV, solução: – aparar os pinos do CI e isolá-los por alguma forma, após isso montar e ligar. Problema resolvido.

 

  20170316_114139 20170316_114749 

 

Comentário do colega Eduardo:

«…

Chamo a atenção para quando se efetuar a montagem das placas  Radio Hotsopt + Bluestack Bluetooth.
Ao colocar uma placa por cima da outra existem pinos  da PIC  da unidade de RF que  fazem contato com a parte superior  do botão  que faz a comutação entre modo PC e Bluetooth.
Origina curto circuito e mau funcionamento do sistema.
Como tinha as placas sem caixa  em cima da bancada não me apercebi, confiei …
Depois de perder algumas horas e alguns cabelos brancos eis que o colega CT1ENU- Eugénio que também  recebeu ontem  um HotSpot,  me chamou a atenção para o erro de fabrico.
Ao colocar as placas na caixa original do Hotspot este não cabia.
Foi verificar ,e reparou que os pinos da PIC batiam no interruptor.

Solução- rebaixar os pinos com cuidado e colocar isolamento entre a placa superior e o botão.

 

Eram 23h e tudo ficou a trabalhar…..

…»

 


 

Habilitar GPS no Hytera AR685

 

Para habilitar o envio de GPS do Hytera AR685G (o mesmo se aplica a outros modelos) é necessário habilitar a caixa GPS no menú “Conventional -> General Setting -> Accessories”. Também é necessária a informação de como e onde o fazer, podemos escolher canais que fazem o envio e outros que não, mesmo dentro do mesmo repetidor.

Veja a imagem abaixo e siga essas configurações:

 

2017-03-15_145044

 

Esta configuração permite habilitar o GPS, vamos agora ver como configurar um canal para o envio de informação de GPS:

Através do menú “Conventional -> Channel -> Digital Channel”, escolhemos o canal em pretendemos difundir a informação de GPS, siga a imagem para ver  o que é necessário:

 

2017-03-15_150732

 

Basta ativar a caixa GPS Revert Channel. O RRS (Radio Registration Services), poderá também ele ser habilitado bastando informar o rádio de qual o TG a operar. No menú “Conventional -> General Setting -> Network” a informação visível na imagem abaixo:

 

 

2017-03-15_153155

 


 

 

Dicas para o RX através do MMDVMHost

 

 

Já se deve ter interrogado quando olha para o log do MMDVMHost em receção e vê valores em lista definidos como POS/CENTER/THRESHOLD.
O descrito abaixo poderá ajudá-lo a compreender esses valores e corrigir, se necessário, o seu repetidor caseiro.

 

 


 

 

O número “POS” é a indicação da posição da palavra de sincronismo detectada. Idealmente, ele deve permanecer constante. Se ele tem um aumento ou decremento é sinal de “timing drift” entre o Arduino e o rádio. Quanto mais rápido se altera pior é o erro de temporização. Isto é o que o oscilador externo de alta precisão corrige (TCXO). Com um oscilador de precisão o número POS muda muito ligeiramente, talvez um ou dois pontos sobre uma transmissão de três minutos. O BER subirá ligeiramente em torno das alterações do POS, porque o ponto de amostragem dos dados não está numa posição ideal nestes momentos. Uma posição estável da amostra fornece descodificações mais consistentes.

 

O “CENTER” e o “THRESHOLD” (centro e limiar) são os pontos de decisão de amplitude utilizados pelo descodificador ao decidir os valores de símbolo de uma transmissão recebida. Eles são calculados automaticamente a partir dos valores máximos e mínimos do sinal recebido. Alterar o potenciómetro de nível de recepção irá alterá-los. Não acho que haja uma configuração única. Nos meus testes este valor andava a volta de 750. Valores mais elevados farão mais uso da gama do ADC, em teoria eles deviam proporcionar uma melhor descodificação.

 

Idealmente, o valor do CENTER será próximo de zero (0). Se este valor for muito alto pode ser por o seu receptor estar fora da frequência usada pelo TX, ou a afinação do discriminador não estar centrado ao sinal. Um rádio mal alinhado causará um aumento no nível de DC entre o ruído sem squelch e o sinal recebido, isto pode conduzir a erros de descodificação porque o nível CENTER variará durante o stream recebido enquanto os condensadores carregam e descarregam no trajecto do sinal.

 

  • Uma boa maneira de saber se este é o problema é transmitir com 2 rádios ao mesmo tempo, um em cada timeslot. Isso elimina o ruído sem som no intervalo de tempo não utilizado. Se o BER melhorar quando fizer este teste então é uma boa prova de que o discriminador está desequilibrado.

 

Um “RXLevel” baixo no MMDVM.ini baixa o ponto de overflow no ADC, independentemente da configuração do potenciómetro estar num nível alto.